Foto Reportagem
0 Comments Published by Edson Arantes do Nascimento on Thursday, September 20, 2007 at 5:02 AM.Cidades
0 Comments Published by Edson Arantes do Nascimento on Wednesday, September 19, 2007 at 2:35 PM.Legenda (de cima para baixo): vistas da cidade (as duas de cima); Cine-monumental e Igreja do Pópulo; jardim
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Benguela, província de Benguela
Legenda: Sé Catedral de Nossa Senhora de Fátima (1963)
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Vídeo Reportagem
4 Comments Published by Edson Arantes do Nascimento on Thursday, January 18, 2007 at 5:08 AM.(peço desculpa pela - falta de - qualidade mas os meus fracos dotes de realização + máquina fraca + compressor do Youtube dão nisto. Mesmo assim, dá para deambular um pouquinho pelas rotas de Angola)
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Foto Reportagem
0 Comments Published by Edson Arantes do Nascimento on Wednesday, January 17, 2007 at 4:50 PM.Viagem a Benguela, Província de Benguela. Dezembro de 2006. (tem continuação)



Legenda:
- 2 de cima, Praia da Caotinha
- meio, Restinga do Lobito
- 2 de baixo, Palácio Colonial (Catumbela), Rio Catumbela
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Acácias rubras. Em Benguela elas estão por toda a parte. São árvores, mas de tamanho médio, tipo arbusto (desculpem a imprecisão mas de botânico ainda tenho pouco), pintadas por rebentos vermelhos. Daí as "rubras". Adiante - porque que isto não interessa para nada.
Esta cidade fez-me entrar num registo mais pessoal, familiar, genético. Podem chamar-lhe tudo. Até "mixuruca".
Mas permitam-me abrir parênteses, se faz favor. Conhecida como a "Capital da Mestiçagem", a sede da província de Benguela é diferente das demais. Plana mas "direccionada" para o mar, estendida no espaço mas pequena (deve rondar os 300 mil habitantes). Glamorosa. Agrada pelo traço largo das avenidas, pela familiariedade dos trajectos e pela Casa do Benfica de Benguela.
É madrugada de 25 de Dezembro de 2006 e as tradições, aqui, são para manter: os benguelenses circulam pela rua (Esburacadas? Sim, todas, porque raio seria diferente das demais? Mesmo assim, "eles" fazem questão de nos lembrar que estão «Ao serviço do Povo Angolano». Rua sim rua não. Enfim, para se "fazer" política é preciso ter uma certa lata), mas sem luzes chinesas, botas de snowboard ou "playstations". Cirandam, só. Convivem. Natal? Talvez, mas para melhor. Fecho parênteses.
É fácil. Mãe, tia, avó, tio-avô, bisavô. Todos naturais de Benguela. 26 anos de histórias e tertúlias e mais memórias e raízes e tudo isso. A Caota, "A Geração da Utopia" e o comandante-"Pepeteliano"-que-hibernou-para-os-lados-da-Caotinha, a Baía Azul, o Tan-Tan, o Colégio das Madres, a casa «da bi-vó», «do José Canalha», «do Sr. Vilas» e a «do Tio Fernando». Muitos destes locais fizeram parte da minha memória colectiva e de uma curiosidade familiar sugestivamente próxima.
É intrigante pensar que, apesar de tudo, nunca me disseram: - «Para chegar a Benguela é necessário passar pela Kanjala, atenção!». Aka, que canalhas. Sim, tenho "as cruzes" (não só mas também) traumatizadas.
Agora, o prazer de ter passado cinco dias em Benguela, finalmente!, esse ninguém me tira. Nem a (prostituta! da) Kanjala. Para a próxima talvez vá de avião, não sei. Mas vou.
Nota: tenho registos audiovisuais desta jornada. Eu sei que já sabem, desta vez não é para pedir desculpas. É só para desabafar: epá, puta da máquina, foda-se!
A cidade do Lobito, situada na província de Benguela, a cerca de 30 km da capital provincial (que é Benguela, precisamente) e a uns 500, 550 km da capital do país, Luanda, poderia ser a metáfora que define Angola.
Vejamos, então - e vou ter de começar pelos aspectos negativos, que ainda hoje apertam a minha garganta. Já dói e tudo.
Mas dói ainda mais ver uma cidade linda com as ruas todas partidas, sem alcatrão e sem vias de circulação dignas; dói inspirar aquela mistela de pó, CO2 e lixo; dói ver uma recolha de resíduos que classificaria de inexistente, com toda uma panóplia de cheiros e doenças adjacentes; dói entrar na cidade e ver aqueles musseques cheios de pessoas (sim, também são pessoas, não parece mas são) que vivem sem um pingo de respeito - a sua condição passou a ser de extra-terrestres, nem os animais mais perigosos são colocados num jardim zoológico sem água, luz e esgotos.
Confesso a minha depressão quando pude observar com "olhos de ver" aquela paisagem desoladora - o mar, a Restinga e o porto do Lobito, no mesmo plano visual dos musseques, das pessoas (sim, também são pessoas, não parece mas são) e daquela água fétida e podre e assassinada que descia a ladeira... É perturbador da minha saúde mental.
Mas não deixa de ser uma vergonha - a cidade que poderia ser tudo e não é nada. O país que poderia ser tudo e não é nada.
Lobito é Angola. (Arrisco.) Agora batam-me se quiserem.
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Já com cinco horas de caminho no corpo, aproxima-se a famosa Kanjala. Digamos que é famosa pelas razões menos boas para um automobilista de origens europeias: são cerca de 70 km de troço destruído (não, não é o mesmo que esburacado), irritante, exasperante. O pó é tipo post-it - fino, pequeno e cola-se em toda a superfície disponível, seja ela de grande ou pequena dimensão. A coluna vertebral, entretanto, já assumiu uma postura naturalmente serpenteada. Juntemos pimenta a esta festa: o troço faz-se, ainda por cima em dia de estreia, quando a noite já está velha. Nem Carlos Sainz rasparia as mãos de contente.
Minto: a determinada altura do caminho (enfim, há que nomear aquela "coisa"), num kimbo pequeno mas com cerveja, um pastor - a Kanjala é uma zona alta e húmida, fértil e boa para a pecuária -, com certeza inebriado por uma qualquer música, dançava de forma frenética abraçado ao seu cajado. Contente. Enquanto isso, camiões, ligeiros, jipes e quejandos continuavam uma jornada que não parecia ter fim. Afinal tinha: ao fim de duas horas e qualquer coisa, lá estava ele, o Fim. Se Deus existe, deve ser, com certeza, o fim da Kanjala.
Neste caso até teve a denominação de "Operação Sprite" - uma barricada policial ordenava a paragem de quase todas as viaturas. As palavras de ordem eram "Boas Festas" e "Gasosa" (daí a "Operação Sprite"). Simpáticos, estes agentes "de Deus", não é? Depois de uma viagem desgastante ainda nos desejam boas festas e oferecem gasosa.
Mentira. Como a língua portuguesa é traiçoeira e mal-tratada, os termos referidos, em Angola, significam kumbu, dinheiro, graveto, pasta. Passámos sem dar (nem receber) troco.
O destino era a cidade do Lobito, primeiro, e depois, à laia de destino final, Benguela.
Fiquem com os números, então: cerca de 10 horas de viagem; 600 km por estradas esburacadas, "achinesadas" (são eles que se preparam para reparar todo o trajecto), estrupiadas; dezenas de paisagens deslumbrantes; 10 horas de sono no dia seguinte.
Sobre as cidades do Lobito e Benguela, outras postas de seguirão.
Nota: devido a problemas técnicos ainda por apurar, não é possível publicar a Foto Reportagem do evento. Espero poder fazê-lo nos próximos dias.
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Foto Reportagem
5 Comments Published by Edson Arantes do Nascimento on Friday, December 22, 2006 at 11:52 AM.(bom) Natal




Mussulo, Província de Luanda, dias 19, 20, 21 e 22 de Dezembro de 2006
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