Benguela, a cidade das acácias rubras
Acácias rubras. Em Benguela elas estão por toda a parte. São árvores, mas de tamanho médio, tipo arbusto (desculpem a imprecisão mas de botânico ainda tenho pouco), pintadas por rebentos vermelhos. Daí as "rubras". Adiante - porque que isto não interessa para nada.
Esta cidade fez-me entrar num registo mais pessoal, familiar, genético. Podem chamar-lhe tudo. Até "mixuruca".
Mas permitam-me abrir parênteses, se faz favor. Conhecida como a "Capital da Mestiçagem", a sede da província de Benguela é diferente das demais. Plana mas "direccionada" para o mar, estendida no espaço mas pequena (deve rondar os 300 mil habitantes). Glamorosa. Agrada pelo traço largo das avenidas, pela familiariedade dos trajectos e pela Casa do Benfica de Benguela.
É madrugada de 25 de Dezembro de 2006 e as tradições, aqui, são para manter: os benguelenses circulam pela rua (Esburacadas? Sim, todas, porque raio seria diferente das demais? Mesmo assim, "eles" fazem questão de nos lembrar que estão «Ao serviço do Povo Angolano». Rua sim rua não. Enfim, para se "fazer" política é preciso ter uma certa lata), mas sem luzes chinesas, botas de snowboard ou "playstations". Cirandam, só. Convivem. Natal? Talvez, mas para melhor. Fecho parênteses.
É fácil. Mãe, tia, avó, tio-avô, bisavô. Todos naturais de Benguela. 26 anos de histórias e tertúlias e mais memórias e raízes e tudo isso. A Caota, "A Geração da Utopia" e o comandante-"Pepeteliano"-que-hibernou-para-os-lados-da-Caotinha, a Baía Azul, o Tan-Tan, o Colégio das Madres, a casa «da bi-vó», «do José Canalha», «do Sr. Vilas» e a «do Tio Fernando». Muitos destes locais fizeram parte da minha memória colectiva e de uma curiosidade familiar sugestivamente próxima.
É intrigante pensar que, apesar de tudo, nunca me disseram: - «Para chegar a Benguela é necessário passar pela Kanjala, atenção!». Aka, que canalhas. Sim, tenho "as cruzes" (não só mas também) traumatizadas.
Agora, o prazer de ter passado cinco dias em Benguela, finalmente!, esse ninguém me tira. Nem a (prostituta! da) Kanjala. Para a próxima talvez vá de avião, não sei. Mas vou.
Nota: tenho registos audiovisuais desta jornada. Eu sei que já sabem, desta vez não é para pedir desculpas. É só para desabafar: epá, puta da máquina, foda-se!
Acácias rubras. Em Benguela elas estão por toda a parte. São árvores, mas de tamanho médio, tipo arbusto (desculpem a imprecisão mas de botânico ainda tenho pouco), pintadas por rebentos vermelhos. Daí as "rubras". Adiante - porque que isto não interessa para nada.
Esta cidade fez-me entrar num registo mais pessoal, familiar, genético. Podem chamar-lhe tudo. Até "mixuruca".
Mas permitam-me abrir parênteses, se faz favor. Conhecida como a "Capital da Mestiçagem", a sede da província de Benguela é diferente das demais. Plana mas "direccionada" para o mar, estendida no espaço mas pequena (deve rondar os 300 mil habitantes). Glamorosa. Agrada pelo traço largo das avenidas, pela familiariedade dos trajectos e pela Casa do Benfica de Benguela.
É madrugada de 25 de Dezembro de 2006 e as tradições, aqui, são para manter: os benguelenses circulam pela rua (Esburacadas? Sim, todas, porque raio seria diferente das demais? Mesmo assim, "eles" fazem questão de nos lembrar que estão «Ao serviço do Povo Angolano». Rua sim rua não. Enfim, para se "fazer" política é preciso ter uma certa lata), mas sem luzes chinesas, botas de snowboard ou "playstations". Cirandam, só. Convivem. Natal? Talvez, mas para melhor. Fecho parênteses.
É fácil. Mãe, tia, avó, tio-avô, bisavô. Todos naturais de Benguela. 26 anos de histórias e tertúlias e mais memórias e raízes e tudo isso. A Caota, "A Geração da Utopia" e o comandante-"Pepeteliano"-que-hibernou-para-os-lados-da-Caotinha, a Baía Azul, o Tan-Tan, o Colégio das Madres, a casa «da bi-vó», «do José Canalha», «do Sr. Vilas» e a «do Tio Fernando». Muitos destes locais fizeram parte da minha memória colectiva e de uma curiosidade familiar sugestivamente próxima.
É intrigante pensar que, apesar de tudo, nunca me disseram: - «Para chegar a Benguela é necessário passar pela Kanjala, atenção!». Aka, que canalhas. Sim, tenho "as cruzes" (não só mas também) traumatizadas.
Agora, o prazer de ter passado cinco dias em Benguela, finalmente!, esse ninguém me tira. Nem a (prostituta! da) Kanjala. Para a próxima talvez vá de avião, não sei. Mas vou.
Nota: tenho registos audiovisuais desta jornada. Eu sei que já sabem, desta vez não é para pedir desculpas. É só para desabafar: epá, puta da máquina, foda-se!

Angola (já) não é nossa, mas tua é de certeza. Um abraço
Tou a ver que andas a descobrir maravilhas por caminhos sinuosos! Fico feliz por ver que ta tudo a correr com "Dranquilidad" e mais feliz fiquei ao saber que te devo ver em Março, certo?
Atenta- O Smith (para a sua estreia!)e o Tripas deslocaram-se ao Dragun Stadium para o primeiro jogo oficial da época, o da Taça (isto depois da respectiva noitada de Sábado, com Chouriço incluido, óbvio!). Diz também que voltaram de lá com um certo porte...Atlético!
O link pro vigilant & cheech não esta nos conformes!
Pixas,
Por aqui, o meu sentimento é o seguinte: há coisas que, sem dúvida, me "pertencem"; mas há outras que não, estão bem longe daquilo que penso.
Esta experiência também vale por isso - todos os dias sou presenteado com estaladas de mão pesada.
Abraços.
Vigilante,
O link está rectificado (que raio me deu - vigilantesk.pt???!!!).
Esse "Março" pode ser verdade mas também pode ser de... 2008!! É esperar para ver.
Epá, esse episódio "Atlético" foi de grande valor. Afinal, Dapau não deu nenhuma fruta, só levou.