Músicas da banda
0 Comments Published by Edson Arantes do Nascimento on Friday, December 28, 2007 at 6:01 PM.
2 em 1
Começamos pela música 'Nzaji', do Ngola Ritmos.
Este agrupamento musical foi, durante as décadas de 50 e 60 do século XX, um dos pontos de viragem na luta contra o colonialismo. Contemporâneos do génio renovador de Liceu Vieira Dias (ele era o verdadeiro intervencionista político, chegando mesmo a marcar uma geração inteira de artistas) e através de um incrível 'erro feliz' político-estratégico, o Ngola Ritmos emergiu como uma das caras da cultura puramente angolana, cantada em língua nacional kimbundo (até então apenas era permitido gravar músicas cantadas em português - e isto incluia festivais e tudo), tocada com instrumentos tradicionais (a dikanza, ou reco-reco, marca toda a música) e com mensagens de certa forma subversivas, até porque o colono não percebia patavina do que se cantava.
Criaram uma imagem fostíssima e, para ajudar, arrebataram sucessos atrás de sucessos junto da população 'europeia', com digresssões pelo país (então 'distrito'...) inteiro.
É evidente que esta tentativa de apaziguar alguns ânimos teve precisamente o efeito contrário, ou seja, acabou por ser um sinal decisivo de consciencialização do povo angolano para certas batalhas que se seguiriam.
Escusado será dizer que ainda hoje as músicas do Ngola Ritmos são tocadas, reinventadas, rearranjadas, com destaque claro para a 'Muxima', talvez 'a' música de Angola (que a seu tempo será devidamente destacada).
Carlitos Vieira Dias é filho de Liceu Vieira Dias e continuou na senda do pai, tendo um papel activo na nova música angolana. Aqui com a música 'Mbirin Mbirin'.
Começamos pela música 'Nzaji', do Ngola Ritmos.
Este agrupamento musical foi, durante as décadas de 50 e 60 do século XX, um dos pontos de viragem na luta contra o colonialismo. Contemporâneos do génio renovador de Liceu Vieira Dias (ele era o verdadeiro intervencionista político, chegando mesmo a marcar uma geração inteira de artistas) e através de um incrível 'erro feliz' político-estratégico, o Ngola Ritmos emergiu como uma das caras da cultura puramente angolana, cantada em língua nacional kimbundo (até então apenas era permitido gravar músicas cantadas em português - e isto incluia festivais e tudo), tocada com instrumentos tradicionais (a dikanza, ou reco-reco, marca toda a música) e com mensagens de certa forma subversivas, até porque o colono não percebia patavina do que se cantava.
Criaram uma imagem fostíssima e, para ajudar, arrebataram sucessos atrás de sucessos junto da população 'europeia', com digresssões pelo país (então 'distrito'...) inteiro.
É evidente que esta tentativa de apaziguar alguns ânimos teve precisamente o efeito contrário, ou seja, acabou por ser um sinal decisivo de consciencialização do povo angolano para certas batalhas que se seguiriam.
Escusado será dizer que ainda hoje as músicas do Ngola Ritmos são tocadas, reinventadas, rearranjadas, com destaque claro para a 'Muxima', talvez 'a' música de Angola (que a seu tempo será devidamente destacada).
Carlitos Vieira Dias é filho de Liceu Vieira Dias e continuou na senda do pai, tendo um papel activo na nova música angolana. Aqui com a música 'Mbirin Mbirin'.
Labels: Carlitos Vieira Dias, Músicas da banda, Ngola Ritmos
